sábado, 23 de novembro de 2013

Item 7 – OS RITUAIS NA UMBANDA – 6 – Gira de Quimbanda

RITUAIS E CAMARINHAS
Por: Brasão de Freitas

RITUAL DA GIRA DE ESQUERDA
(VIRADA DE BANDA)


(arazao.com.br)

Fundamento de Origem e Magia
A Virada de Banda é uma Gira de Exu, também conhecida como Gira de Esquerda, que os templos Umbandistas efetuam para descarregar os resíduos maléficos das descargas que acontecem nas Giras de Direita e que ficam incrustados nas paredes ou objetos ritualísticos após os trabalhos. Apesar de todo cuidado e assepsia (limpeza tanto material como espiritual) que é feita antes e depois das Giras de Direita ou de qualquer ritual do templo, sempre ficam algumas pequenas cargas negativas que, se não forem limpas, vão se acumulando e poderão se transformar em grandes problemas para as Vibrações do Templo.
A mesma coisa acontece com o canal mediúnico dos médiuns.
Daí a grande necessidade de se efetuar uma Gira que seja o inverso da outra, com base no processo de equilíbrio de forças da própria Natureza.
Assim, são chamados ritualisticamente os Guardiões do Templo e dos médiuns, que foram escolhidos pelas próprias Entidades Guias tanto do Templo como dos médiuns, para defenderem e protegerem o Templo, os médiuns e os frequentadores do Templo.
A Gira de Esquerda é uma gira de equilíbrio Vibratório absolutamente necessária para que se mantenha o equilíbrio vibratório da Vida do Templo e todos os seus frequentadores. É por isto que na maioria dos Terreiros de Umbanda, estas Giras são fechadas ao público assistente e só frequentadas por médiuns da Corrente Mediúnica do Terreiro. Não existe nada de misterioso ou de maldade nestes rituais que a comunidade do Templo não deva saber. Apenas, quem não tem nada para fazer nestas giras, não deve correr riscos a toa, pois isto só ajudaria a diminuir a vibração positiva alcançada com tanta dificuldade.
Entretanto, existem Templos que efetuam Giras de Esquerda especiais para atendimento aos assistentes. A principal finalidade destas Giras é que as Entidades de Esquerda incorporadas efetuem a ação equilibrante de “realizar” (confirmar e desobstruir), transformar e dinamizar a vibração espiritual em energia material (axé) dos pedidos feitos às Entidades de Direita.
Portanto, não se trata de Giras de descarrego de vibrações que, eventualmente podem ser feitos de forma individual a alguém que necessite. Na verdade trata-se de Giras de manipulação de axé, que servem muito mais para transformar, realizar, restituir e transferir energias vibratórias espirituais.

Lócus da Gira
A Gira de Esquerda deve ser realizada no Templo a que pertencem as Entidades que vão trabalhar. No Templo, o local apropriado é a Trunqueira. Quando o Templo não tem espaço suficiente na Trunqueira, a Gira poderá acontecer no espaço reservado à assistência, no salão onde acontece a Gira de Direita ou, no caso de se tratar de Gira de esquerda para “concretização” dos trabalhos da Direita, (Giras do tipo Iniciáticas Públicas) a Gira pode acontecer no Congá.
Na trunqueirinha é colocado um guardião especialmente criado para cada ritual. Este guardião “limpa” toda pessoa que cruzar esta trunqueirinha vinda de fora do campo vibratório da Gira (realizada na assistência), absorvendo as cargas negativas da aura para depois enviá-las à Grande Trunqueira e de lá para...(Desculpem, mas não podemos informar o local por se tratar de segurança da seção ritualística).

O Segredo da Gira
Ela se compõe de três partes: a Preparação, que representa o envolvimento do espírito na mecânica da encarnação, isto é, preparação do corpo material e áurico; a Incorporação, que representa a vida material do espírito encarnado, onde se localiza o canal mediúnico que deverá ser “limpo”; finalmente o Encerramento, que representa o fim do ciclo ou o estado de graça após a remissão dos erros e problemas dos participantes, até o próximo recomeço ou próxima Gira. Como é possível observar, a Gira de Esquerda Popular não possui Atendimento a consulentes como nas Giras Iniciáticas.



domingo, 17 de novembro de 2013

Item 6 – ENTIDADES ESPIRITUAIS – ENTIDADES 5

ENTIDADES
AS CRIANÇAS
PERFÍS VIVENCIAIS DAS ENTIDADES 5


As Crianças ou Ibejis


As Crianças inocentes

(http.go.funpic.hu)

O fundamento da manifestação das Crianças é a liberdade, a alegria, a fantasia de hoje que gera o progresso de amanhã. A criança possui uma percepção muito grande das coisa que a cercam e do meio ambiente. Tem avidez por entender as coisas à sua volta e os acontecimentos que a cercam Por isso, seu grande poder é o entendimento (De si mesma e de todas as coisas).
O caminho da evolução não tem idade. A Criança, mesmo sem experiência de vida, possui uma dimensão espiritual que se caracteriza pelo alto teor de purificação da consciência. Por isto elas estão mais próximas de Oxalá.
Diz o dito popular no seio umbandista que um espírito de Criança que, quando incorpora, fala e age com a experiência de um adulto na missão atual de guia ou protetor, é sinal de que em seu próximo trabalho com outro médium, certamente estará se manifestando como espírito de Preto Velho.
Espírito não tem idade cronológica, não tem forma, porque é vibração luminosa. Portanto, os espíritos que se manifestam nas incorporações como crianças, não são crianças da forma que concebemos materialmente. Estes espíritos incorporam A VIBRAÇÃO DE CRIANÇA que existe no meio ambiente por força da natureza do Reino Hominal, e a utilizam na manifestação do corpo do médium que estão em contato naquele momento, inclusive com as vibrações ainda próximas da época de criança do médium. Isto acontece da mesma forma para os outros tipos de incorporações. As vibrações captadas estão na Natureza.
Das crianças é o Reino dos Céus. Assim, segundo a Bíblia, ensinou Jesus de Nazaré para a humanidade. Esta simples frase que parece apenas uma exaltação do amor que o grande Mestre demonstrava sentir pelas crianças, encerra muito mais profundidade filosófica do que realmente parece. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. A criança não é somente a pureza, a inocência e a alegria de viver. A criança é o futuro e representa a preservação da espécie e a descoberta do mundo virtual que promove a criatividade que leva ao progresso (em termos materiais), mas representa também a busca perpétua da descoberta dos fundamentos dos mistérios sejam eles visíveis, palpáveis, materiais ou invisíveis, perceptíveis ou consciencionais (em termos espirituais). Para a criança, tudo é possível. É assim que ela pensa. Para ela a natureza é simples e as coisas são simples e fáceis de assimilar. Talvez por isto elas consigam tão facilmente o contato com o Divino.
Ora, sendo a nossa origem divina (fomos feitos da Natureza Vibratória da Divindade), ao nascer ainda estamos muito próximos do contato empírico. Quando vamos crescendo, a inocência vai dando lugar a malícia que é fruto da perda da inocência por força da ação do instinto de defesa e o uso do livre arbítrio num meio ambiente material de origem caótica. Isto nos torna mais próximos da materialidade e mais afastados da espiritualidade.
Quando queremos que os nossos filhos herdem os nossos conhecimentos ou nossas conquistas materiais, nós os ensinamos desde cedo a dar valor a estas conquistas. Caso contrário, a riqueza material facilmente se perderá. A mesma coisa acontece com a herança espiritual.
Sem a criança hoje não haverá humanidade amanhã. Assim também acontece com a Religião. Se as crianças não forem catequizadas hoje sobre a religião, esta não existirá amanhã pois os adultos de agora vão morrendo e não haverá ninguém para substituí-los na condução da religião de amanhã. Desta forma, no futuro de nada valerão as tradições, os costumes e os mitos.
Da mesma forma que as crianças representam para o céu a inocência, a pureza, a alegria e o entendimento, ela é também a 5ª essência da matéria prima da criação e a representação espiritual da evolução perpétua do mundo espiritual (a criança certamente crescerá, e isto é evolução). Por isto para Cristo, a criança é a razão da sua vinda a este mundo. É o símbolo da evolução da inteligência e do eu. É o símbolo da perpetuidade.
A vibração infantil é o Portal de entrada e de saída da Aruanda. Se você no seu dia-a-dia, em determinado momento deseja comunicar-se com o mundo espiritual ou sagrado, se não se sintonizar com a vibração infantil, as suas vibrações mentais não atravessarão o Portal entre a Luz e as Trevas.
Das crianças é o reino dos céus, isto é, o Reino Dos Céus foi feito de e para abrigar a alegria, o riso, a pureza, a beleza, a inteligência, o raciocínio rápido, o amor, o perdão, a imaginação, o progresso, o desprendimento, a leveza, a sinceridade, a ausência de medo, a vida em grupo, o entendimento fácil das coisas. Esta é a tônica vibratória do Reino dos Céus. Talvez por isto a imagem de Deus pintada pelo artista está cercada de “anjos crianças”.


OBSERVAÇÃO:
As fotos e figuras usadas neste blog foram copiadas da Web e dado o devido crédito a quem as postou ou ao autor da foto ou obra. Pedimos desculpas aos autores que não conseguimos identificar. Caso os autores desejem ser indicados, teremos a honra de citá-los neste blog, desde que nos comuniquem e comprovem (A comprovação se faz necessária para a devida proteção do verdadeiro autor). Desde já meus agradecimentos e Axé de Zambi para todos nós.


sábado, 9 de novembro de 2013

Item 10 – OS ELEBARAS NA UMBANDA (Parte 3)

QUIMBANDA (EXU/POMBAGIRA)
(AXIRÔS/ELEBARAS)
Por: Brasão de Freitas
Parte 3 – O PODER DO PRETO E DO VERMELHO


O Filho Pródigo bi partido ao cair nas Trevas

O PODER DO PRETO E DO VERMELHO
O fundamento primordial da Criação do Universo é que, no Primeiro Instante da Criação, Olorun criou a LUZ as TREVAS e o ESPAÇO VAZIO. O Espaço Vazio e Neutro era extremamente fundamental para que pudessem existir ou se manifestarem tanto a Luz como as Trevas. A LUZ era formada pelos Espíritos, seres que Deus criava à Sua Imagem e Semelhança e que eram a Sua grande paixão pois a eles deu o direito de uso do maior poder que Ele mesmo possui: CRIAR A VIDA, outro ser cheio de vida, como Ele nos criou (Todos nós temos a capacidade de gerar filhos vivos). As TREVAS foram criadas para servirem de pano de fundo para que a Luz pudesse ser vista, se manifestasse. E assim foram criadas as cores Branca e Preta.
Entretanto, quando se está na escuridão, a Luz Forte cega. Nossos olhos só conseguem ver inicialmente a refração Vermelha da Luz, pois é a que possui o maior comprimento de onda vibratória, Depois a vista vai se acostumando com as outras refrações (amarelo, azul, verde, laranja, lilás ou roxo e todas as refrações juntas geram o branco). Isto significa que a tonalidade ou cor vermelha na escuridão significa Luz. Desta forma, de maneira bem simplista, vermelho é Luz e preto é Trevas.
Por viver nas Trevas, Elebara foi consagrado como o portador das forças do Vermelho e do Preto, do sangue que leva à morte e da escuridão que conduz ao terror e à loucura. Por isso seu culto mostra-se rico em sacrifícios animais, com o envolvimento do sangue misturado ao misticismo das trevas que dominam as forças desconhecidas, tornando possível a manifestação da potência em ato, fazendo do Elebara o senhor dos limites, e seu momento mais próprio a fronteira entre o dia e a noite, ou seja, a meia-noite.
Segundo a Ciência, a cor PRETA na realidade não é bem uma cor, mas sim a AUSÊNCIA de cor ou de LUZ. De forma quase metafísica o significado da cor preta a coloca com a aparência tenebrosa da grande boca de um monstro que engole tudo, pois a cor preta, como o monstro, absorve todas as cores e não reflete nenhuma delas, por isto tudo parece escuro, tudo desaparece. Da mesma forma agem os Buracos Negros nos confins do Cosmos, engolindo todas as estrelas e corpos que passam pela sua área de atração gravitacional.
Mas a cor PRETA envolta no mistério do desconhecido (aquilo que não se vê é mistério, portanto a escuridão é mistério) na verdade é escura porque não reflete as cores que absorveu e que, portanto estão teoricamente dentro dela. Por isto é complicado dizer que não existe luz na escuridão. Por isto ela tem uma conotação metafísica.
Para nós, seres humanos, a cor Preta lembra muito as TREVAS a quem nós damos, na maioria das vezes, o sentido espiritual de o lócus do MAL, considerado com algo que não nos faz bem, principalmente porque não podemos ver, o que provoca em nós o sentimento do medo, do pavor.
Mas, ao compreendermos o real significado místico de ambas as cores, nos enchemos de sabedoria e podemos então vencer o medo.
Gostaríamos de conjectuar nesse momento que, se formos absorvidos pela cor negra, é bem possível, que ao ultrapassá-la encontremos novamente a Luz, já que ambas, Luz e Trevas, foram criadas por Deus, opostas em vibração mas iguais em poder, que só é inferior ao próprio poder de Deus.

Elebaras
Depois daquilo que foi dito anteriormente, podemos dizer sem causar nenhum espanto ou surpresa, que os Elebaras são reflexos invertidos dos Orixás Kármicos. Elebara significa literalmente Senhor do Corpo. Como entende-se por senhor um Ente Inteligente (espírito), então o Elebara é um reflexo materializado do Orixá Ancestral, por isso assumido por um Espírito que esteja vivendo nas trevas (Ex. Tranca Ruas).
Sabemos que, pela Criação, de um lado Deus colocou a Luz (à direita) e de outro colocou as Trevas (à esquerda). Na fronteira entre as duas surgiu o Universo Astral. Entretanto, por se tratarem de vibrações, ambas se encontram numa fronteira fictícia e se interpenetram formando duas regiões de “Penumbras”: a penumbra da luz nas trevas (quando a luz penetra nas trevas até perder completamente seu poder vibratório), e a penumbra das trevas na luz (quando as trevas penetram na luz até perder completamente seu poder vibratório). Esta região de fronteira formada pelas duas regiões de penumbras é o Universo Astral onde habitam os “Espíritos caídos”, uns menos atingidos pela massa caótica ficam do lado da penumbra mais próxima da Luz (ou penumbra das Trevas na Luz), que são os Guias, e Protetores; outros mais atingidos pela massa caótica que ficam do lado da penumbra mais próxima das Trevas (ou penumbra da Luz nas Trevas) que são os Exus e Pombagiras.
Na Hierarquia Cósmica, todos os espíritos “caídos” passam pelas regiões de “Penumbra”, de um lado ou de outro, entretanto, por serem Espíritos e pertencerem energeticamente e vibratoriamente ao lado da Luz, para lá terão que voltar atraídos pela força da própria Luz. TODOS VOLTARÃO UM DIA. Uns mais cedo outros mais tarde, mas todos voltarão para que o Universo retome novamente seu equilíbrio primordial.
Portanto cuidado no seu tratamento para com os Elebaras. Com toda certeza, antes de sua atual evolução, você já foi um deles...
Portanto fica claro que o mundo dos Elebaras é um mundo que serve para o nosso processo kármico de redenção.
Eles só existem porque nós existimos. Assim, suas existências estão estritamente ligadas à nossa evolução final.

Como diz o OGBE MEJI: “Orunmilá diz que as coisas devem ser feitas pouco a pouco: Eu digo; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do preá; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do peixe.”
  

sábado, 2 de novembro de 2013

Item 5 – ASSUNTOS DIVERSOS – FINADOS

FINADOS, E AS BASES DO FUTURO
Por Brasão de Freitas

SILÊNCIO
RESPEITO
AMOR
SAUDADE
ETERNIDADE
“HOJE VÓS SOIS O QUE ONTEM NOS FOMOS. E AMANHÃ VOS SEREIS O QUE HOJE NOS SOMOS.”



HOJE NÃO É DIA DE TRISTEZAS. DE LEMBRANÇAS SIM, MAS NÃO DE TRISTEZAS. HOJE É DIA DE REVERENCIAR O AMOR ETERNO. A LEMBRANÇA DE QUEM NOS ENSINOU A AMAR. O AMOR QUE NUNCA TERMINA E QUE SE RENOVA EM CADA PENSAR. O AMOR QUE CRIA RAIZES NA TERRA E QUE CRESCE E SE PROJETA AO INFINITO. O AMOR QUE VENCE A MORTE E SE ALOJA NO CORAÇÃO DO SENHOR DA ETERNIDADE. NOSSO QUERIDO E AMADO PAI: DEUS.

No mundo das encarnações, somos mortais pela força da Criação, mas somos eternos pela força do amor. Nossos antepassados nos deixaram um legado de Paz, de Conquistas, de Respeito e de Solidadrieda para com o próximo. Devemos seguir este exemplo e eternizá-lo na perpetuidade da raça humana. Devemos deixar a nossos descendentes, filhos e próximos, a bondade e a paz que caracterizam a beleza da Criação de nosso Grande e Eterno PAI: OLORUN.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Item 4 – ORIXÁS: OXOSSI 2

ORIXÁS II
PERFIL DE OXOSSI 2
VISÃO DO GRUPO POPULAR


Oxossi
(Nelson Boeira Faedrich)

PERFIL GERAL DE OXOSSI – A SÍNTESE DA VIDA
A Sobrevivência em síntese significa que o ser humano nasce, cresce e morre, e entre o nascimento e a morte, ele tem que sobreviver ou continuar vivo.
Sobreviver é, portanto, instintivo para o ser encarnado.
Neste universo tão vasto e infinitamente diferente nas coisas que o formam, existem infinidades de motivos que impedem que a sobrevivência do ser humano seja tranqüila e fácil.
Sobreviver, no Universo Astral é uma arte, uma filosofia, uma verdadeira religião.
É uma sabedoria vivida ao longo de um tempo, onde o aprendizado entre o nascimento e a morte faz a diferença do tempo que será vivido.
De pai para filho se transmite através dos tempos a ciência de como sobreviver num mundo tão hostil. Esta hostilidade se deve à diferença de polaridade entre o espírito e a matéria. Estando, pois o espírito ”vivendo” no ambiente de domínio da matéria, as energias materiais prevalecem ou exercem grande poder de domínio sobre o espírito.
Sobreviver é viver. Viver é lutar.
A persistência é uma grande aliada da sobrevivência. Sem persistência a vida se torna improdutiva e, morre.
Em cada ser humano existe uma força misteriosa, mística, que o impulsiona à sobrevivência. Esta necessidade, chamada de instinto de sobrevivência, promove uma ação envolvente sobre os seres vivos alimentando qualquer atividade de origem espiritual.
A força da sobrevivência impulsiona o ser vivente a um aperfeiçoamento constante de suas atividades cotidianas. Isto requer muita prudência, pois sempre envolve ação e reação de forças mágicas ligadas à vida e a morte.
É sabido que para sobreviver, o ser precisa alimentar-se. O alimento do corpo vem dos reinos inferiores: animais, vegetais e minerais, o que significa necessariamente matar para viver. Isto se deve ao fato de que a vida só sobrevive, alimentando-se da própria vida, ou seja, o alimento tem que ter vida, pois caso contrário, isto é, alimento podre, mata o ser humano que o ingerir.
Assim nasce o conceito da Ecologia. Preservar para sobreviver.
A idéia da preservação é espiritual enquanto a da destruição é atributo da matéria.
O ser humano precisa aprender a preservar, pois possui naturalmente, por força da matéria, o instinto de destruir, transformando-se assim no maior predador do planeta.
Desta forma todos nós precisamos haurir ou aprender a idéia do caçador e da caça. Caçar apenas o necessário para sobreviver. Esta vibração que influencia ou ativa o psiquismo da alma, chama-se Ação Envolvente.
Esta vontade de viver, a ambição de crescer, esta volúpia de aprender, este fascínio pelo desconhecido, pelo mistério, é a Vibração de Oxossi.
A vida também se caracteriza pelo aspirar e respirar. Quando este processo cessa em definitivo, também cessa a vida. O ar é vital para o ser humano. Quando ficamos, por algum motivo, com a respiração presa, parada, buscamos ansiosamente pelo ar. Este ar, como elemento de Oxossi é como o éter vital, alimento do espírito.
Oxossi é o caçador de almas. É o éter vital que nos impulsiona para o crescimento, para a evolução, para a existência espiritual.

PERFIL POPULAR
A exemplo de Ogun, o Orixá Oxossi é um Espírito de Luz, do mais elevado grau evolutivo e um dos sete componentes da Coroa Divina.
Apesar de que nos Cultos de Nação, Oxossi só é conhecido no Keto, na Umbanda este Orixá representa praticamente, a marca filosófica da Umbanda, ou seja, o Espírito Ancestral, o Caboclo, o Índio, o Arquétipo do homem culto, dinâmico, ativo.
Para o umbandista, Oxossi é o grande caçador, senhor da sobrevivência, dono das matas e de tudo que nela habita. É a própria flecha, identificando-se com o elemento ar, que é regulado pela vegetação.
A mata é vida e é mistério. Assim também é Oxossi para a Umbanda. É o grande apelo ecológico, marco da preservação e da defesa do meio ambiente, o verde da clorofila, o verde da esperança. Se o verde é esperança, então a mata é esperança, logo, não devemos destruir a mata, pois “a esperança não se deixa morrer”.
Oxossi tornou-se para o umbandista não apenas o guerreiro astuto, sagaz, corajoso, mas também o arquétipo da inteligência, da harmonia do corpo sadio em alma sã, símbolo da força expansiva e ao mesmo tempo radiante. É amado e respeitado como o símbolo da eterna e indestrutível liberdade.
Talvez o cenário que proporciona a floresta, o mistério que a envolve, a quietude que assusta e ao mesmo tempo encanta, a grande variedade de vida animal, vegetal e mineral, a luta pela sobrevivência, a morte sem desperdício, vírus misteriosos que tornam mais misteriosas as origens da vida, bactérias capazes de promover a reciclagem das substâncias naturais, a deslumbrante aquarela de cores do reino vegetal. Toda esta beleza se transforma em misticismo e o misticismo revela o místico senhor da floresta: Oxossi.
O arquétipo de Oxossi é o de um ser misterioso, corajoso, astuto, inteligente, que se locomove com rapidez na densa floresta, tal qual o homem que não perde tempo na maturidade, procurando sempre agir com rapidez e eficiência no dia-a-dia, mas que, como o caboclo da mata que pisa macio no meio dos espinhos, o homem maduro procura pisar firme nos obstáculos da vida.
Oxossi é a força mística, desconhecida, a energia que impulsiona e que alimenta qualquer atividade material ou espiritual.
É este arquétipo que influencia o misticismo das almas, influenciando nas ações do corpo.
A Corrente Popular da Umbanda vê em Oxossi o ancestral que deixou como herança para a família, a esperança, a sabedoria da sobrevivência, a visão ampla e irrestrita da beleza, e o amor incondicional à liberdade.
Caçador. É isto que Oxossi é.
Assim, para a Umbanda, Oxossi representa a própria vida e, sobre ela exerce seu domínio. Por isto é chamado de O Caçador De Almas.
Junte a este perfil, as características gerais de Oxossi já mostradas anteriormente e terá uma projeção de comportamento dos filhos deste Orixá.

DADOA RITUALÍSTICOS
          Cor: Verde simbolizando as matas.
          Número: 1 (O sopro, o ar). Principio Vital.
          Metal: Estanho.
          Elemento: Ar.
          Domínio: Matas.
          Colares: Missangas verdes ou cristais também verdes.
          Apetrechos: Arco e flecha.
          Assentamento: Otá de pedra verde (Turmalina, amazonita, etc.).
          Toque de atabaque: Cabula de Umbanda e Congo de Ouro.
          Dia consagrado: 5ª Feira.
          Saudação: Okê!
          Veste ritualística: Cocar ou diadema, arco e ocasionalmente flecha.
           Flor sagrada: Flores silvestres em geral ou flores de alfazema.

OBSERVAÇÃO:
As fotos e figuras usadas neste blog foram copiadas da Web e dado o devido crédito a quem as postou ou ao autor da foto ou obra. Pedimos desculpas aos autores que não conseguimos identificar. Caso os autores desejem ser indicados, teremos a honra de citá-los neste blog, desde que nos comuniquem e comprovem (A comprovação se faz necessária para a devida proteção do verdadeiro autor). Desde já meus agradecimentos e Axé de Zambi para todos nós.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Item 7 – OS RITUAIS NA UMBANDA – 5 – Gira de Umbanda II

RITUAIS E CAMARINHAS
Por: Brasão de Freitas

RITUAL DA GIRA DE UMBANDA
2ª Parte (Centro do Universo)


(blogdamythos.com.br)

O Lócus do encontro (O Centro do Universo)
Referindo-se apenas ao local onde se realizará a cerimônia ritualística da Gira, observamos que o mesmo se divide em algumas partes importantes:
A Trunqueirinha, que é a abertura na grade divisória entre Congá e Assistência, funciona como Portal entre o universo espiritual e o universo material, numa dimensão mais próxima do Mundo Material.
Na trunqueirinha é colocado um guardião especialmente criado para cada ritual. Este guardião “limpa” toda pessoa que cruzar a trunqueirinha vinda da assistência rumo ao Congá, absorvendo as cargas negativas da aura para depois enviá-las à Grande Trunqueira e de lá para...(Desculpem, mas não podemos informar o local fora do âmbito da Camarinha).


O Segredo da Gira
O grande fundamento da Gira é que ela representa a manifestação do ser encarnado no mundo material, ou dos espíritos nos corpos materiais.
Ela se compõe de três partes: a Preparação, que representa o envolvimento do espírito na mecânica da encarnação; a Incorporação, que representa a vida material do espírito encarnado; finalmente o Encerramento, que representa o fim do ciclo ou o estado de graça após a remissão dos erros e problemas dos participantes, até o próximo recomeço ou próxima Gira.
Portanto, a Gira é a representação da vida, vivida intensamente durante o ritual, pois os participantes estão em contato com o mundo Divino através dos Portais abertos durante o Ritual.
Durante o Ritual da Gira só ocorrem incorporações de espíritos desencarnados, porém ainda envolvidos com as energias do Universo Astral, mesmo que já não encarnem mais no Planeta Terra. Os Orixás não se manifestam nos médiuns durante as Giras.
Quando desvendamos os Véus da criação do Universo Astral e da Queda dos Espíritos, pudemos ver que, em virtude da ação e reação das forças centrífugas e centrípetas da energia massa e da “energia espiritual”, quanto mais os espíritos fracionados se aproximavam da energia massa atraídos por ela por terem enfraquecido com a bi-polarização, mais aumentava o poder gravitacional da energia massa que se comprimia cada vez mais atingindo níveis jamais imagináveis pelo ser humano. No instante em que se chocaram aconteceu a explosão Os Pares Vibratórios fracionados foram então envolvidos pelo Caos, mas naquele exato instante, a Energia Massa caótica foi ordenada, isto é foi harmonizada para que os Espíritos nela pudessem “viver”.
Quando uma Entidade incorpora num médium durante uma Gira, ela risca ponto com pemba, encosta a cabeça sobre o ponto e gira ou dança sobre o ponto riscado. Tecnicamente e espiritualmente o que está acontece é o seguinte: a Entidade incorporada inicia um processo de re-ligação (religarae) das vibrações e energias dela (espírito) juntamente com as vibrações e energias do espírito do médium e, naturalmente, das energias do corpo material do médium, com as vibrações primordias da Criação do Universo Astral (Luz, som e movimento liberados no Big Bang). Na Magia, o que acontece é o seguinte: o espírito, que é luz, encosta a cabeça do médium onde ele se alojou nos sinais riscados com pemba que na verdade são sinais sonoros, em seguida, como luz que é, gira (se movimenta) sobre os sinais (o som) e assim forma a conjunção luz, som e movimento no tempo, que são a origem do Universo. Completada a conecção no Tempo e no Espaço, a Entidade incorporada está apta para promover a mesma conecção das vibrações (normalmente mais negativas do que positivas) dos consulentes e harmonizá-las através de descarrêgo (passe magnético), e reposição através do uso das energias contidas no charuto: o mercúrio (a fumaça), o sal (a cinza), o enxofre (o fogo) e o hálito quente do corpo do médium. Todo este material trabalhado pela Entidade está vibrado com as energias Primordiais da Criação do Universo Astral. É por isto que as energias do consulente ficam reequilibradas.
Concluídos os trabalhos, a Gira é fechada, isto é, os portais são fechados para evitar “penetrações” indevidas. Tudo que acontece na Gira tem razão de ser. Nada é por acaso.


sábado, 19 de outubro de 2013

Item 6 – ENTIDADES ESPIRITUAIS – ENTIDADES 4

ENTIDADES
PAIS E MÃES VELHOS
PERFÍS VIVENCIAIS DAS ENTIDADES 4

Os Pretos Velhos


Pretos Velhos

(aumbandacomoelae.blogspot.com)

O fundamento da manifestação dos Pretos e Pretas Velhos é o conhecimento do tempo vivido, a paciência e análise sábia da vida, que usam para confortar e acalmar os sofredores consulentes ou médiuns que os procuram.
Ajudam a quem os procura porque estão sofrendo, seja por doença, desamor, solidão e desesperança. São capazes de transformar a dor em amor, usando a Pureza da Sabedoria para ativar a força da Fé, seguindo sempre a máxima espiritual que diz: “quem tem fé tem tudo, quem não tem fé não tem nada”; e ainda “a fé remove montanhas”.
A maior procura dos espíritos dos Velhos por consulentes nos templos umbandistas se deve principalmente pelo grande Poder de Cura de Males e Doenças, até mesmo daquelas males ou doenças em que a medicina desiste da cura devido ao avançado estado da doença. É nestas horas que, aliado a uma forte fé do doente, uma grande e forte corrente de amigos se forma em volta daquela pessoa doente, que consegue atrair asvibrações de cura. É neste instante que acontecem as curas chamadas de “milagrosas”.
O s Pais e Mães Velhos nos ensinam que nunca se deve perder a fé no Poder Supremo, porque ele pertence ao Senhor de tudo e de todos, inclusive da vida de todos os seres e coisas do universo.
A fé no poder da cura é dirigida ao Orixá Obaluaê. As Entidades que trabalham neta área fundamentam seu trabalho no uso da palha (Que curou Omulu) como escudo para proteger os seres dos bombardeios de miasmas e outras vibrações negativas que acontecem no dia-a-dia das pessoas.
A palha é usada por eles como pele vegetal ao mesmo tempo em que, junto com o fumo, liberam enxofre (o calor, o fogo), mercúrio (fumaça) e o sal (a cinza ou a terra), que são os elementos fundamentais da vida.
Possuem um grande conhecimento de remédios como chás, banhos de ervas, sacudimento com ervas ou outros materiais, rezas curadoras, mandingas, e cabalas, mas, por determinação dos médiuns não usam nenhum tipo de remédio via oral, intravenosa ou anal, em respeito às leis materiais. Sempre que preciso, aconselham a pessoa a procurar os médicos pois estes são as únicas pessoas autorizadas a receitar estes remédios. Nos ensinam essas Entidades que quando uma doença, que começa no espírito, se manifesta no corpo físico, este corpo precisa dos conhecimentos dos médicos ou cientistas da área biológica para promover a substituição de células danificadas ou doentes, enquanto a força espiritual “limpa” as energias negativas que provocam a aceleração danosa das células do corpo. Com estas explicações dos espíritos, entendemos pois que as doenças têm sua origem no mundo espiritual e se espalham pelo corpo físico na maioria das vezes provocadas pelo medo e pela depressão.
Os Espíritos dos Velhos trazem muitos ensinamentos sobre a vida e sobre a religião umbandista. Normalmente são estas entidades que nos trazem e ensinam as Tradições sociais, econômicas, religiosas e científicas de nossos antepassados.
São capazes de incorporarem por varias horas, até mesmo pelo correr do dia em atendimentos que parecem cansativos para nós, mas que para eles a postura de carinho e alegria é a mesma do inicio ao fim do dia sem mostrar um mínimo de cansaço.
Abençoados pois sejam os Pais, Mães, Avôs, e Avós Velhos que nos socorrem e ensinam a viver.


OBSERVAÇÃO:
As fotos e figuras usadas neste blog foram copiadas da Web e dado o devido crédito a quem as postou ou ao autor da foto ou obra. Pedimos desculpas aos autores que não conseguimos identificar. Caso os autores desejem ser indicados, teremos a honra de citá-los neste blog, desde que nos comuniquem e comprovem (A comprovação se faz necessária para a devida proteção do verdadeiro autor). Desde já meus agradecimentos e Axé de Zambi para todos nós.