sábado, 31 de maio de 2014

Item (9) A Gênese Umbandista (Cont. item 1)

ITEM 9 – A GENESE UMBANDISTA – Capítulo IV
A AÇÃO CRIADORA SEGUNDO O GRUPO POPULAR (I)

Por Brasão de Freitas

Deus Criando a Vida

A AÇÃO CRIADORA SEGUNDO O GRUPO POPULAR (I)
Atuando em meio ao Grupo Popular, recebemos mediunicamente de uma Entidade Espiritual de Altíssima Luz, uma descrição metafísica da Gênese na visão dos Espíritos, e que foi levada ao conhecimento do Grupo Popular da Umbanda com a seguinte descrição:
Segundo os Livros Sagrados existentes e as Entidades Espirituais que nos ensinam, antes que Tudo existisse, portanto anterior a todas as coisas, existia apenas a Divindade Suprema, Senhor Absoluto de todas as coisas e o Único conhecedor de Tudo, idealizador e autor Único da Existência (esclarecimentos do autor).

“A Eternidade (a Divindade) dormia o seu sono latente repousando sobre o Nada, que era Tudo, porque Tudo e Nada (Princípio Espiritual Uno) coexistiam na Eternidade (Natureza Vibratória de Deus), sem distinção, e formando uma Única, Eterna e Incriada Potência”.
“A Força não atuava, o Movimento estava parado e o Tempo não era. Mas a Potência (Deus) existia e o equilíbrio era perfeito”.
“Enquanto assim em latência a Eternidade dormia, eis que a Razão (ou a Vontade) desperta o Tempo, o Movimento sai da inércia, e a Força (o Poder) se manifesta. A Eternidade assume o Tempo e a Potência manifesta a Luz (espiritual). O Ser Absoluto acabava de abrir os olhos, e sua Luz (Natureza Vibratória) penetra o Nada (Princípio Uno Passivo) comparando-o com o Tudo (Princípio Uno Ativo), e todas as coisas eram frutos de Sua Vontade”.
“O Ser Eterno e Incriado, a Divindade Suprema acabava de criar a Potência Luminosa (as Divinas Potências). Então, começou a Criação”.
“Separados pela Luz, de um lado ficou o Nada e do outro ficou o Tudo”.
“A Potência manifestada pela Vontade de Sua própria Força, abre os olhos da Eternidade e o Absoluto se manifesta”.
“Ele era o Único e Perfeito. Um só corpo e um só espírito, porque Deus é Tudo”.
“Quis Ele e por sua única vontade, que de sua natureza vibratória se separassem águas de águas; as de cima das de baixo; o espírito da matéria; o positivo do negativo”.
“O Espírito era puro e a Matéria o Caos. E assim se formou o equilíbrio entre forças positivas e negativas e nascia a Potência Criadora”.
“Do duplo gerante (águas e águas, ou Iwa e Aba) nasceu o terceiro elemento: a Essência Anímica (ou Axé)”.
“E então existiram os espíritos; e então existiu a matéria. Espíritos e Matéria co-eternos com o Absoluto e Altíssimo, existiram porque Ele assim o quis. E nada os destruirá porque eles são feitos da mesma natureza vibratória Divina e por isto pertencem à Potência e a Potência é indestrutível”.
“E assim nasceu o princípio e causa de todas as coisas, originários da Potência, porque antes Dela só existia Ela”.
“O Espírito positivo e a Matéria negativa formaram a Essência Anímica que é neutra, Da neutralidade nasce a Justiça e na balança da Justiça os pesos são iguais”.
“E assim foram criadas as Leis que regulam os Espíritos e as que regulam a Matéria. Estas leis são opostas para que haja o equilíbrio perfeito (a alternância, movimento, tempo)”.
“A Essência Anímica é formada pelas propriedades da matéria e do espírito, que por sua vez são separadas entre si formando dois pólos opostos de energia”.
“E assim foi, assim é e assim será”.
“A causa se manifesta no efeito e o efeito se transforma em ato. Isto é o Universo”.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Item 5 – ASSUNTOS DIVERSOS

OBÁ

CONEXÃO DE TEMPOS

(cidade-do-axé.blogspot.com)

Como já falamos anteriormente, existe o Tempo Eterno, que é o Tempo de Deus, pois só Ele é eterno; existe o Tempo Co-eterno ou tempo de Orumilá onde foram criados Espíritos Puros e Matéria Indiferenciada (Caótica); e o Tempo Cíclico que é o Tempo onde vivem juntos Espírtos e Matéria já diferenciada ou Tempo da Natureza, comandado por Yansan. Na conexão entre os Tempos Co-eterno e Cíclico atua o Orixá Obá, responsável pelo Poder de Ogun de “dar a partida”, o “arranque”, no movimento ou na vida. Ogun não poderia existir sem Obá pois ele é o arranque que depende do tempo para entrar em movimento (Que é Oxumarê). Esta é a grande importância de Obá na vida. Os acontecimentos da vida dependem de Obá e não da sorte. A Sorte é mera coadjuvante no movimento que une passado, presente e futuro. Por isso a Sorte, como vaticínio (Tirar a sorte; jogar para ver qual é a sorte futura, etc.) é real, pois é tanto espiritual quanto material. É ao mesmo tempo Efeito e Ato oriundo de uma Causa Única: A Criação.
O primeiro axioma que recomendamos para quem busca o conhecimento e a sorte é a fé inabalável e a mente equilibrada. O conceito fundamental é de que “a Fé remove montanhas”. Com certeza, não vamos fazer a sorte acontecer em nossas vidas apenas por um ato de magia porque a sorte é uma energia, uma força, um efeito que ocorre por uma determinada causa, e só se transforma em ato no momento em que o ambiente lhe seja propício. E aí reside o segredo da conquista: o Momento (Tempo) e o Ambiente (Espaço). Descobrir este Espaço/Tempo exato constitui em se ter ou não ter a atuação da sorte atuando naquele instante. Por isso, sem a conexão dos tempos nossas vidas pareceria não ter sentido. Salve pois o TEMPO; Salve Mãe Obá, o alicerce de Pai Ogun e o tempero da nossa existência.

sábado, 24 de maio de 2014

Item 10 – OS ELEBARAS NA UMBANDA (Parte 10)

QUIMBANDA (EXU/POMBAGIRA)
(AXIRÔS/ELEBARAS)
Por: Brasão de Freitas
Parte 10 – O ARQUETIPO DE EXU

ELEBARA VISTO PELO CANDOMBLÉ
Exu, figura emblemática da Noite
(exuepombagiranaumbanda.blogspot.com)

O ARQUETIPO DE EXU NO CANDOMBLÉ
Na África Exu é uma divindade. É um Imolê ou Imolê Exu. Nestas condições, Exu é considerado como o Senhor do Axé, e o mensageiro entre Orumilá e as demais divindades.
No Candomblé brasileiro, sofreu algumas alterações. Ora é considerado divindade ora é considerado entidade (Egum). Como os Cultos de Nação não cultuam os eguns senão para despacha-los, o Exu por eles considerado é o de aspecto divindade. Nos Candomblés, é comum a manifestação do Exu-Entidade em rituais próprios nos terreiros.
Sua função mítica é a de Mensageiro dos Orixás, ou seja, aquele que faz a comunicação entre os seres humanos e os Orixás, e não apenas entre Orumilá e os Orixás, como nos Cultos de Nação Africanos.
Assim, Exu pode traduzir a linguagem dos homens e a linguagem dos Orixás, fazendo com que se entendam. Ele seria uma entidade-limite entre o astral e o mundo material.
São entidades extremamente poderosas, pois, como entidade-limite são os únicos que podem efetivamente assegurar em uma dimensão o que está acontecendo na outra (Aiyê ou Orum), e abre os caminhos para que os Orixás possam dirigir-se aos locais das oferendas a eles oferecidos ou aos rituais onde são chamados a incorporação.
Mas Exu tanto pode ligar como desligar, separar e confundir. É, portanto o que possibilita a criação e a destruição.
Dentre os Orixás. , é sempre o primeiro a ser citado, e o primeiro a ser lembrado no terreiro a quem se pede agô (licença) para que todas as oferendas aos Orixás sejam aceitas.
Cada Orixás tem seus próprios Exus, que funcionam como seus servos, possibilitando o contato entre as diversas divindades. Para Oxalá, os sete: 7 Encruzilhadas, 7 Capas, 7 Porteiras, etc. Para Xangô e Yansan: Exu Ventania. Para Oxossi: Exu Marabô. Para Ibejis: Exu Tiriri. Para Ogum: Tranca Ruas. Para Omulu e Obaluaê: Exu Caveira, Exu 7 Catacumbas, etc. Para Yemanjá: Pomba Gira, Exu da Meia-Noite, Exu Trunqueira, etc. Para Oxum: Exu Cheiroso, Exu Brasa, etc. Para Nanã: Exu do Lodo. Para Ossãe: Exu da Mata, Barabô, Toquinho, etc. Para Oxumarê: Pomba-Gira.
Nos Candomblés onde não se incorporam Entidade-Eguns, Exu recebe seu Padé, e para qualquer obrigação Exu terá sua parte. Já nos Candomblés onde existe a incorporação de Entidades, Exu incorpora assumindo característica de personalidade exuberante, vaidoso, amante de riquezas, vícios, festas, tumultos, e não se preocupam com os fatores de ordem moral.

LENDAS DE EXU
Nos livros dos Orixás vimos algumas lendas sobre a atuação de Exu. Vimos a lenda onde Exu ajuda Oxum em sua maternidade, quando perturbou Oxalá quando este se dirigia a casa de Xangô, etc.
Mas tem uma lenda que conta que certa vez, dois amigos de infância que jamais haviam discutido, se esqueceram de fazer, numa segunda-feira, as devidas oferendas a Exu, e foram trabalhar no campo, cada um em sua roça. As terras eram vizinhas e separadas apenas por um canteiro estreito. Exu ficou zangado e resolveu preparar-lhes um golpe a sua maneira: colocou sobre a cabeça um boné pontudo, que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo. Seguiu caminho pelo estreito canteiro e quando passou pelos dois, um de cada lado, cumprimentou-os educadamente. “Bom trabalho, meus amigos”. E eles educadamente responderam: “Bom passeio, nobre estrangeiro”. Assim que ele se afastou, o homem que trabalha no campo da direita falou: Quem pode ser este personagem de boné branco? Seu chapéu era vermelho, respondeu o outro da esquerda. “Não, ele era branco", sustentou o outro, ao que o da esquerda retrucou; “Ele era vermelho e bem escarlate”.
Está-me chamando de mentiroso? Falou o da direita, ao que o outro respondeu: está me chamando de cego?
E então começaram a discutir acaloradamente até chegarem à via de fatos.
Exu ria a vontade e sentiu-se vingado. (Lenda colhida por Pierre Verger).

DADOS RITUALISTICOS
          Filiação: Oxalá e Yemanjá
          Cores: Vermelho e Preto
          Saudação: Laroiê Exu!
          Comida (Padé): Farinha de mesa com azeite de dendê, farinha d’água com marafo, farofa de mel.
          Sacrifícios: Frango preto, galinha de angola, boi, bode, sempre de cor preta.
          Guias: Miçangas vermelhas e pretas.
          Apetrechos e Armas: Tridente, punhais, facas e como fetiche um tronco.
          Toque de Atabaques: Bravum
          Veste Ritualística: Capas em vermelho e preto e as vezes usam coroa
          Dia da semana: 2ª Feira. Entretanto, a maioria das obrigações são feitas na 6ª Feira após as 23:00 horas nas encruzilhadas. Desta forma, popularmente a 6ª Feira é o dia da vibração de Exu.
          Paó: Não tem.

ERVAS SAGRADAS
Guiné, Espada de Ogum, Mamona, Arruda, Bananeira, Vassoura-Preta.

Como diz o OGBE MEJI: “Orunmilá diz que as coisas devem ser feitas pouco a pouco: Eu digo; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do preá; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do peixe.”



sábado, 17 de maio de 2014

Item 4 - CULTURA UMBANDISTA

ORIXÁS II: XANGÔ visão Iniciática
PERFÍS DOS ORIXÁS: XANGÔ 3
VISÃO DO GRUPO INICIÁTICO

Xangô
(Revista Planeta

PERFIL CÓSMICO
Segundo a visão da Corrente Iniciática, Xangô é o Senhor do fogo oculto ou também significa o senhor das energias ocultas.
O seu atributo intrínseco ou poder Volitivo como espírito puro e membro Augusto da Coroa Divina é a Sabedoria.
A Sabedoria aqui citada é aquela em sentido bem amplo, como uma visão acadêmica e, ao mesmo tempo, aquela adquirida nos livros sem páginas, sem letras, da própria vivência, isto é, adquirida no dia-a-dia, na luta pela sobrevivência e evolução da própria vida.
Saber significa somatório de conhecimentos, porém conhecimentos adquiridos e vivenciados.
Aprender a vivenciar este aprendizado é que caracteriza a sabedoria.
Este sabeísmo, todo este conhecimento adquirido quando vivenciado nos seus aspectos positivos, atrai a humildade, pois o verdadeiro sábio é aquele que sabe que nada se conhece por si só. Ele é ciente da onisciência, conhecedor e praticante da hierarquia e aprendiz da Sabedoria Cósmica.
Quando este mesmo sabeísmo é vivenciado em seus aspectos negativos, gera a soberbia, a vaidade, que tanta falência espiritual tem trazido.
O termo Xangô, traduzido como vocábulo segundo a Coroa da Palavra, através do alfabeto Adâmico fica assim designado:

XANGA = Senhor do Fogo Sagrado.
XINGÔ = Senhor das Energias Ocultas.
XINGU = Senhor do Fogo Oculto.

Traduzido silabicamente temos:
XA          =  Senhor, Dirigente.
ANGÔ     = Raio, Fogo, Alma.
XANGÔ = Senhor dirigente das almas. Senhor do Raio, da Justiça.

ATIVIDADE KÁRMICA
Como já vimos anteriormente, a Atividade Kármica é o Poder Volitivo transformado ou condensado ao penetrar no Reino da Forma, Mundo Etérico ou Universo Astral. É o Poder Original (que tem origem no Universo Astral), assim chamado de Vibração Original. Esta vibração Original do Orixá Xangô reflete a justiça do Kárma de todas as almas, fazendo cumprir a lei de Ação e Reação.
É considerado Senhor Primaz dos movimentos radiantes, ou seja, do Fogo Sagrado que ilumina todos os caminhos e tudo corrige com seu poder radiante.
Na Magia Etéreo-Física, seu poder atua dissipando correntes pesadas de almas insubmissas e aflitas e neutralizando verdadeiras energias do submundo astral através de seus Tribunais.
Sua atuação se estende às correntes afetivas conturbadas e desajustadas das criaturas humanas e também amparando aqueles que por algum motivo foram atingidos por seres do astral inferior. Por isso, atuam combatendo a Magia Negra, usando as energias ígneas que são capazes de tudo destruir e purificar.

DADOS RITUALÍSTICOS
          Cor: Verde
          Mantra: Uarada
          Geometria Sagrada: Quadrado
          Número Sagrado: 4
          Signo Zodiacal: Sagitário; Peixes
          Astro regente: Júpiter
          Dia propício: 5ª Feira
          Força sutil: Ígnea; Hídrica
          Elemento: Fogo; Água
          Ponto Cardeal: Sul; Oeste
          Metal: Estanho
          Mineral: Ametista; Topázio
          Horário vibratório: Das 15:00 às 18:00 horas
          Letra sagrada associada ao Signo Zodiacal: U; R
          Letra sagrada associada ao Astro Regente: D
          Vogal Sagrada: Y
          Essência Volátil Líquida: Mirra, Heliotrópio
          Flor Sagrada: Lírio Branco
          Erva Sagrada: Louro
          Erva de Exu: Mangueira
          Arcanjo Tutor: Micael
          Energia: O Poder do Conhecimento
          Atividade Positiva: Humildade
          Atividade Negativa: Soberbia
          Atividade Espiritual Kármica: Justiça Divina
          Raio Sagrado: Raio Verde
          Princípio Ígneo: Irradiante (Sabedoria)
          Poder Volitivo: Sabedoria

OBSERVAÇÃO:
As fotos e figuras usadas neste blog foram copiadas da Web e dado o devido crédito a quem as postou ou ao autor da foto ou obra. Pedimos desculpas aos autores que não conseguimos identificar. Caso os autores desejem ser indicados, teremos a honra de citá-los neste blog, desde que nos comuniquem e comprovem (A comprovação se faz necessária para a devida proteção do verdadeiro autor). Desde já meus agradecimentos e Axé de Zambi para todos nós.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Item 5 – ASSUNTOS DIVERSOS – Yorimá

Postagem 13/05/2014
13 DE MAIO
SALVE PAI YORIMÁ
A SABEDORIA DA TERCEIRA IDADE
ONDE UM DIA TODOS CHEGAREMOS

Por Brasão de Freitas
Velhos, a razão da nossa sabedoria

SALVE 13 DE MAIO DE TODOS OS ANOS. Dia da libertação dos negros escravos trazidos à força para o Brasil. Este é o dia escolhido pela Umbanda para reverenciar a Força Vibratória Sabedoria do tempo vivido por lembrar dos Negros principalmente os Velhos que sempre demosntraram, apesar do sofrimento que viveram com a escravidão, cpureza de intenções com os mais jovens, procurando transmitir-lhes toda a sabedoria de vida que adquiriram no dia-a-dia de suas difíceis vidas.
Na Umbanda chamamos esta Força de Yorimá/Nanã, que são os Espíritos de Luz que guiam os trabalhos dos nossos Pais e Mães Velhos (Pretos Velhos e Pretas Velhas ou Todos os Velhos e Velhas do nosso planeta independente da cor da pele) no atendimento das giras, onde nos ensinam a ter paciência e sabedoria, que é o que mais eles irradiam, e a experiência de longos anos vividos.. Também é possível se vislumbrar nestas Entidades a lição deixada de vitória, mesmo na escravidão, onde vencer não é ser somente o vencedor, mas deixar enraizada nos corações dos vencedores as raizes de uma cultura que até hoje fascina todo o planeta.
O Poder Volitivo (Natural, original, espiritual) de Yorimá e Nanã Buroquê ou seus Atributos Intrínsecos como componente Augusto da Coroa Divina é a Pureza. Pureza usada sempre com muita sabedoria pois o que mais desejam nesta fase da vida é que os mais jovens consigam atingir o Topo das conquistas e o sabor da vitória.


domingo, 11 de maio de 2014

Item 5 – ASSUNTOS DIVERSOS

11/05/2014
SALVE O DIA DAS MÃES
MÃE, TE AMAREI PARA SEMPRE
Por Brasão de Freitas

          MÃE
 
 







TE AMAREI PARA SEMPRE
PORQUE ÉS ETERNA COMO O AMOR
Mãe Vegetal, Mãe Animal, Mãe Hominal, Mãe Avó...

Quando Deus criou o Eden com seus jardins e tudo que nele foi colocado, determinou que Adão dominasse tudo e a tudo identificasse. Com o passar do tempo a aproximação com a fronteira entre o Eden e o Caos provocou em Adão sentimentos divididos que começaram a causar SOLIDÂO na sua condição de Ser INTELIGENTE o que começou a influenciar a qualidade de suas decisões. A sua polaridade neutra começou a se bipolarizar por força da influência de energia oposta oriundas da Substância Etérica Indiferenciada nas fronteiras do Eden. Como o trabalho na fronteira precisava ser concluído por Adão, houve a necessidade da separação de sua dualidade para que uma das partes pudesse continuar o trabalho de identificação e controle do Eden, enquanto a outra parte responderia pelo controle da Ciência do Bem e do Mal (Ciências Espirituais e Ciências Físicas). Então surgiu a outra parte de Adão que cumpriria todas as funções da perpetuidade de tudo que Adão identificasse e passasse a controlar. Assim surgiu Eva, vinda diretamente das entranhas e mente de Adão, com o poder natural da perpetuação das espécies para que se formasse a cadeia de sobrevivência da vida. Assim nasceu a mulher, vinda da mente e do corpo de Adão com o poder único de gerar a existência de tudo que Adão identificasse e controlasse. Uma criatura capaz de preparar a descendência dos seres através do seu próprio corpo e dando a este novo ser o poder de amar. Assim nasceu a Mãe da Natureza e dos Seres Humanos. A vida só se manifesta se houver a mãe. Eu só existo porque um dia minha mãe existiu. Assim foi, assim é, assim será sempre. Por isso, mãe, te amarei para sempre porque você é eterna como o amor. Obrigado pai por ter escolhido a mulher que seria a minha mãe, e obrigado mãe por ser o que é. Puro amor.



sábado, 10 de maio de 2014

Item 7 – OS RITUAIS NA UMBANDA – 12 - Deká

RITUAL E CAMARINHAS
Por: Brasão de Freitas
RITUAL DE FEITURA DE SANTO – DEKÁ OU JUNTÓ

(7º Ano - Juntó de Oxalá ou Genitores Divinos)

(Foto Bob Retina)

O Juntó do Santo
O assentamento do 6º Santo no ritual do Sacramento do Elebori conferiu ao iaô a certeza do assentamento dos três Santos (Olori, Elemi e Eleorum) DE FORMA COMPLETA isto é, dos três Pares Vibratórios, que soma ao todo seis orixás, por isso chamado de Sexto Ano de Feitura. Desta forma, o médium está pronto, em condições de completar seu aprendizado assentando o seu 7º Santo que é o JUNTÓ DE OXALÁ.
O Fundamento Místico é o reencontro com o Pai. Com o assentamento dos três Pares Vibratórios que compõem o Elebori mais o Jubtó de Oxalá, o médium está completamente equilibrado e pronto para seguir sozinho, se for preciso ou se quiser, sua jornada kármicos e sacerdotal nesta encarnação. Isto porque o Assentamento do Juntó de Oxalá significa que, como Oxalá representa a força das Sete Linhas da Umbanda, ao assentar a vibração de Oxalá o médium terá com certeza assentado o Par Vibratório que caracteriza sua Origem, ou seja, os seus Genitores Divinos, mesmo que neste momento o médium ainda não saiba quem são. É uma espécie de garantia do Pai ou Mãe de Santo de que, mesmo com seu falecimento, o filho terá seus Orixás assentados na totalidade sem precisar que outro sacerdote o faça.
É um grande momento na vida do médium que assume diante dos Orixás e de Deus, o compromisso sacerdotal de zelar pela vida espiritual de outros médiuns, mas principalmente a sagrada missão de criar filhos de santo, para entregá-los a seus Orixás.
Ao mesmo tempo, o Deká representa a autorização para que o médium assuma sozinho a sua caminhada sacerdotal, a partir de então.
Não é tarefa fácil pois que, longe de ficar na mesmice de seu aprendizado, urge que se desenvolva e aprenda cada vez mais para que o seu trabalho e sua responsabilidade encontrem respaldo satisfatório no “Povo de Aruanda”. Criar filhos é tarefa muito difícil, árdua, sofrida e muitas vezes incompreendida por alguns dos próprios filhos. É preciso, pois, ser muito forte e ter muita força de vontade em servir os Orixás pela graça de Olorun.
Esta apostila é apenas um resumo de tudo que o médium já aprendeu e do que ele ainda vai ter que desenvolver para melhorar seu entendimento das coisas sagradas com as quais nunca se brinca.
Segundo a mística umbandista, a Vibração original deste ritual vem do Par Vibratório Oxalá/Odudua, de um ponto cósmico chamado Orum, sobre a proteção de um Arcanjo chamado Rafael, que confirma o poder espiritual do padrinho espiritual e também do material na ausência dos pais materiais.

O Ritual (Síntese)
A Cerimônia básica desta Camarinha consiste em: Preparação que envolve desde o assentamento do Templo, a limpeza material e espiritual do Templo, escolha de sambas e demais ajudantes, organização e conferência de todos os materiais ritualísticos, chegada e apresentação dos Iaôs, integração do barco: Abertura, início com harmonização com a Banda da Esquerda (Gira e oferendas); a Realização Cerimonial, que constitui a desvirada de Banda, assepsia; renascimento e Eledá, as rezas e levantamento do Bori de Caboclo; pontos sonoros, preparação dos materiais das oferendas dos Orixás, Palestra sobre O Poder; cânticos e xirês; submissão, entrega das oferendas; Confirmação da Camarinha pelo Guia Chefe do Templo; Encerramento, Muzenza.

Doar-se, uma prova de amor incondicional em todas as Camarinhas. Esta é uma parte que se repete em todas as Camarinhas mas pouco é vista e poço reconhecida. Por isso a estamos ressaltando como parte integrante do Ritual. Mas, dentro dos fundamentos da Umbanda, no capítulo amor fraterno, onde está a diferença entre Sambas, Cambonos, auxiliares e Iaôs?

Significado dos materiais usados:A Quartinha (Os Mesmos fundamentos da Feitura de Santo). As Vestes, as Oferendas, a Pedra, o Anel, a Água Doce, a Vela, o Colar ou Delogum, todos seguem os mesmos fundamentos da Feitura de Santo. O Obí serve como ligação entre a ancestralidade dos rituais africanos e o Poder de Ifá transmitido ao filho de santo, além de ser um segredo ritualístico (Adoxó). Os Búzios representam o Poder de Ifá, ou seja o poder de ver o futuro e o destino dos seres (o Odu). O Ojá ou Onjá, símbolo de poder, serve para formar o dorso ou turbante usado nos rituais umbandistas.