sábado, 16 de agosto de 2014

Item 10 – OS ELEBARAS NA UMBANDA (Parte 13)

QUIMBANDA (EXU/POMBAGIRA)
(AXIRÔS/ELEBARAS)
Por: Brasão de Freitas
Parte 13 – PERFIL GERAL DE POMBA GIRA

ELEBARA VISTO PELA CORRENTE POPULAR
Representação de Pomba Gira Maria Mulambo

PERFIL POPULAR DE POMBAGIRA
Como Divindade é considerada vibratoriamente como par de Exu. Assim sendo, o que diferencia são apenas as características femininas ou passivas da força que representa.
Como entidade, é essencialmente feminina e possui o poder do domínio dos sentimentos afetivos, sensuais e sentimentais, além de controlar o “poder orgânico”.
Apresenta-se sempre de forma sensual, provocante mesmo, porém agindo de forma absolutamente individual sem parcerias.
Seu domínio sobre o “poder orgânico” se refere aos órgãos genitais, nos casos de doenças e potência. Sua atuação se efetua tanto na mulher como no homem, em todo o seu campo de atuação.
Manifestada em incorporação (Homens ou Mulheres), dança de forma bem feminina, demonstrando seu grande poder sobre o “corpo”. Com sua dança, bota para fora o ego, seus gestos definitivamente tem ligação com seu trabalho no descarrego, e dão “ajuda” física ao médium ao qual está incorporada. Seu trabalho é fundamental no equilíbrio dos seres. Também estão envolvidas nos processos de cura do corpo físico, principalmente de doenças perigosamente devastadoras com Cancer.

AS SETE LINHAS
A grande Corrente Popular (Corrente no sentido de grupo) durante muito tempo não se aprofundou nos conhecimentos e fundamentos dos Elebaras, talvez por não saber ou talvez por medo.
Após o surgimento das obras do insigne Mestre W.W. da Matta e Silva, uma grande mudança começou a acontecer nas hostes da Corrente Popular. Considerando também que as Entidades responsáveis por templos umbandistas muito influenciaram trazendo novos conhecimentos e conceitos sobre Exu, os demais templos começaram a “tratar” Exu com mais compreensão, respeito e fundamento. Rapidamente começaram a surgir templos com rituais onde a figura do Exu Guardião começava a aparecer, como aqueles que equilibravam os Espíritos Guias.
Hoje em dia, na Corrente Popular, já é comum ver Exu dando passe e usando roupa branca. Da mesma forma, os fundamentos começaram a serem sincronizados, com a interferência direta das próprias Entidades. Exu deixa de ser tabu e medo, para ser Elebara, o Agente Cósmico Universal, senhor do Axé ou Poder da Reposição e Restituição à Natureza.
Os nomes das Entidades, Chefes de Falange ou de Legiões ou mesmo de Entidades Guardiãs ou Protetores, são simbólicos e regionais (região do Brasil), pois Exu não gosta de dar seus verdadeiros nomes. Preferem ser identificados com um nome popular e que reflita, muitas vezes, uma “roupagem” utilizada no mundo das trevas. Admitindo que o Poder das Trevas é temporário, os nomes também deverão ser, salvo os “mântricos” e de “fundamentos espirituais”. Admitindo também que a Verdade de amanhã é diferente da Verdade de Hoje, pois será uma Verdade mais Evoluída e mais fundamental.
E é o próprio Exu quem nos revela, ou nos ensina esta grande verdade quando de “viva voz” nos diz: “Hoje nós somos o que um dia tu fostes e tu és hoje aquilo que um dia nós fomos. Como seremos amanhã, nós e tu, só o ODU pode nos dizer...” (Andaru).
“A verdade Plena é como a Sabedoria Total: Pertence a todos, porque é constituída pela Verdade que todos carregam, e não é de ninguém, porque ninguém é dono dela e, um só ser, com exceção de Zambi, jamais conseguirá abarcar toda a verdade contida em todos”.(Andaru).
“Por isto, ao invés de criticar, faça. Ao invés de ficar dizendo que é o dono da Verdade, ensine a sua. Ao invés de querer obrigar os outros a aceitarem como a única certa, a sua Verdade, aprenda a verdade deles. Quem sabe, de verdade em verdade, pelas encruzilhadas da vida, um dia você conheça tantas verdades dos outros que possa ser chamado de Mestre da Verdade, por um deles...” (Andaru).
Conheça agora o nome das Sete linhas da Quimbanda em oposição às da Umbanda:
Coroa da Encruzilhada: Alaxirô que é o Axirô de Lúcifer que é o Exu Indiferenciado.
1- Alaxô é o Axirô de 7 Encruzilhadas que é o Exu Indiferenciado.
2- Nugô é o Axirô de Tranca Ruas que é o Exu Indiferenciado.
3- Issoxô é o Axirô de Marabô que é o Exu Indiferenciado.
4- Ognax é o Axirô de Gira Mundo que é o Exu Indiferenciado.
5- Amiroy é o Axirô de Tata Caveira que é o Exu Indiferenciado.
6- Iroy é o Axirô de Tiriri que é o Exu Indiferenciado.
7- Ajnamey é o Axirô de Pombagira Rainha do Mar que é o Exu Indiferenciado.

NOTA: Axirô é a energia Caótica (Indiferenciada) que é oposta (Inversa) à Vibração Luminosa dos Orixás. O Orixá possui a Inteligência que é Energia Espiritual Positiva. O Axirô possui o Instinto que é Energia Material Negativa. Axirô não pensa, age.

Como diz o OGBE MEJI: “Orunmilá diz que as coisas devem ser feitas pouco a pouco: Eu digo; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do preá; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do peixe.”



sábado, 9 de agosto de 2014

Item 4 - CULTURA UMBANDISTA

ORIXÁS II: YANSAN visão Iniciática
PERFÍS DOS ORIXÁS: YANSAN 3
VISÃO DO GRUPO INICIÁTICO


Yansan

(Carlos Martinez)

PERFIL CÓSMICO
O termo sagrado Yansan designa a força, o poder, a potência que domina, pela força do vento e do atrito a alma de tudo que é destruído.
É a potência que tem o poder sobre os espíritos desencarnados, sobre o fogo fátuo, o fogo que caracteriza a inteligência, o espírito.
É a mãe dos ventos que controla os eguns, levando-os aos tribunais de Xangô para serem julgados.
Yansan atrai os eguns com sua luz e os envolve com seus ventos, para fazer com que cumpram a lei de Ação e Reação.
Traduzindo o termo Yansã teremos:
Y (Ya) ----------------Potência, matriz, maternidade, mãe.
NA (Angô)-----------Fogo
(Angá)-----------------Eguns
AS----------------------Força, poder.
YANSÃ---------------Potência que controla os eguns.

ATIVIDADE KÁRMICA
A vibração de Yansan reflete o principio envolvente que dirige as almas desencarnadas para a função de Lei Kármica. O corisco, nas tempestades da vida e da morte, tem o poder de iluminar as almas perdidas na tempestade ou nos redemoinhos do tufão. A luz é o cominho da justiça em qualquer momento, mesmo nos momentos mais difíceis da vida ou mesmo na outra vida.
Yansan é a certeza de não cairmos nos abismos do baixo astral. Com ele o caminho só pode ser um: a Luz da Justiça.


DADOS RITUALÍSTICOS
          Cor: Verde
          Mantra: Uarada
          Geometria sagrada: Quadrado
          Número: 4
          Signo Zodiacal: Peixes, Sagitário.
          Astro regente: Júpiter
          Dia propício: 5ª Feira
          Força sutil: Hídrica, Ígnea.
          Elemento: Água, fogo.
          Ponto Cardeal: Oeste, sul.
          Metal: Estanho
          Mineral: Topázio, ametista.
          Horário vibratório: Das 15:00 às 18:00 horas
          Letra sagrada ligada ao Signo Zodiacal: U: R
          Letra sagrada ligada ao Astro Regente: D
          Vogal sagrada: Y
          Essência: Mirra, Heliotrópio.
          Flor Sagrada: Lírio Branco
          Erva Sagrada: Louro
          Erva de Exu: Mangueira
          Arcanjo Tutor: Mikael
          Energia: O poder do Conhecimento
          Atividade Positiva: Humildade, Fidelidade.
          Atividade Negativa: Soberbia, Infidelidade.
          Atividade Espiritual Kármica: Justiça Divina
          Raio Sagrado: Raio Verde
          Princípio Ígneo: Irradiante (Sabedoria)
          Princípio Volitivo: Sabedoria

OBSERVAÇÃO:
As fotos e figuras usadas neste blog foram copiadas da Web e dado o devido crédito a quem as postou ou ao autor da foto ou obra. Pedimos desculpas aos autores que não conseguimos identificar. Caso os autores desejem ser indicados, teremos a honra de citá-los neste blog, desde que nos comuniquem e comprovem (A comprovação se faz necessária para a devida proteção do verdadeiro autor). Desde já meus agradecimentos e Axé de Zambi para todos nós.

sábado, 2 de agosto de 2014

Item 7 – OS RITUAIS NA UMBANDA – 15 - Oferendas

RITUAL E CAMARINHAS
Por: Brasão de Freitas

TRABALHO, OBRIGAÇÕES, OFERENDAS, DESPACHOS


(templodeumbandaairuma.blogspot.com/paijoaquim.com.br/afinsophia.com/nuss.com.br)

Fundamento de Origem e Magia
Existem diferenças de origem fundamental nestes quatro tipos de Rituais que aparentemente podem parecer que tenham os mesmos fundamentos. Vejamos um por um da forma mais simples, o que significam e qual a diferença entre eles.
O TRABALHO, mais especificamente “abrir” Trabalho significa efetuar um ritual do tipo Gira de Umbanda sem a presença mínima de sete médiuns com ordem de trabalho ou sem os assentamentos de segurança de um Terreiro. A sua finalidade no dia a dia é poder abrir e fechar cerimônias ritualísticas as mais diversas com uma quantidade mínima de pessoas que sejam médiuns (Muitas vezes apenas o médium que comanda os trabalhos).
Desta forma o TRABALHO é fundamental na sistemática ritualística da Umbanda justamente pela necessidade de se realizar rituais como os que a seguir vamos mostrar.
Uma OBRIGAÇÃO é um ritual de manuseio de forças matérias transformadas em vibrações espirituais e retornáveis através da Restituição do Axé. Mas este ritual é oferecido especialmente aos Orixás da pessoa ou ao seu Guia Chefe e mais comumente ao seu Anjo da Guarda. Na Obrigação a pessoa se envolve ritualisticamente e espiritualmente no processo vibratório pois dele faz parte integrante, isto é, a Oferenda só tem valor para a própria pessoa. Portanto, é Pessoal.
Uma OFERENDA é um ritual semelhante à Obrigação onde forças materiais são transformadas em vibrações espirituais e retornáveis através do Axé. Mas, este ritual é executado como agradecimento de algo alcançado das entidades espirituais ou para pedidos ou súplicas para reequilíbrio de vibrações ou para alcançar algum objetivo que seja, pela justiça, direito do solicitante ou para alcançar a saúde perdida de pessoas necessitadas, parente, amigos ou da própria pessoa. A Oferenda tem poder coletivo.
Um DESPACHO é um ritual que ainda causa muito desconforto, medo, preconceito e rejeição. Muito diferente energeticamente das vibrações negativas a ele atribuídas, este ritual é de extrema necessidade para o equilíbrio da vida cotidiana das pessoas médiuns ou não.
Um DESPACHO, outrora conhecido apenas como “macumba” de encruzilhada o que é uma ofensa para a Quimbanda e os Exus e Pomba Giras, é efetuado ritualisticamente quando se precisa “Desviar” a direção ou trajetória de uma energia qualquer, seja boa ou ruim. Como exemplo mais prático de ser entendido podemos citar o seguinte: quando uma pessoa no início de seu desenvolvimento mediúnico, está atraindo as vibrações das Sete Linhas através de Entidades espirituais para seu “relacionamento vibratório” direto do dia a dia, coincide de duas ou mais vibrações se aproximarem com a mesma intensidade, o que certamente prejudica o médium pois provoca desequilíbrio vibratório; neste caso, consulta-se o Guia Chefe do Terreiro ou o Processo de Ifá para determinar quem fica mais próximo e quem terá que se afastar provisoriamente. Para isso é efetuada um Oferenda para cada Entidade que deve ser afastada e estas oferendas devem ser entregue nos respectivos campos vibratórios (Inclusive se for Exu ou Pomba Gira que seria entregue na encruzilhada). A este tipo de Oferenda denominamos DESPACHO (Despachar a vibração para o campo vibratório natural através de um ímã energético material próprio daquela vibração, permitindo assim que a vibração escolhida ou determinada tenha chance de se firmar na frente das demais). Também existe o caso de se afastar definitivamente uma vibração que esteja desequilibrando uma pessoa (Uma energia ou entidade negativa), entregando a ela no campo sagrado próprio uma Oferenda específica da própria vibração que se deseja afastar.
Infelizmente o Despacho só é reconhecido como um elemento afastador de energias negativas, o que não é verdade, pois isto se trata de preconceito e falta de conhecimento da Religião Umbandista e também da Quimbanda.

O Ritual (Síntese)
A Cerimônia básica deste Ritual consiste em: Preparação que envolve desde a preparação material, a escolha do local (Caso não seja no Templo) assentamentos de Defesa, escolha de sambas ou ajudantes, organização e conferência de todos os materiais ritualísticos; Abertura, Pedir licença ao entrar no Campo Sagrado escolhido e, mentalmente informar aos guardiões daquele local, que se trata de ritual espiritual dentro da Lei e da Ordem Espiritual, entregar o “agrado” ao vigia, escolher o local e início com rezas e orações de abertura; a Realização Cerimonial, que constitui na entrega da Oferenda ou da Obrigação ou do Despacho com cânticos específicos, ficando o paciente autor da entrega próximo à “mesa de entrega” (Onde estão os matérias ofertados), e em voz alta entregar a quem de direito as ofertas do ritual estabelecido; Encerramento, Fechamento espiritual pontos específicos com ritual, saída do Campo Espiritual, retorno para Casa.

sábado, 26 de julho de 2014

Item (9) A Gênese Umbandista (Cont. item 1)

ITEM 9 – A GENESE UMBANDISTA – Capítulo VI
Por Brasão de Freitas

O Espírito Bi-partido ao penetrar na Matéria

VISÃO CRIADORA
Cada ação da vontade deste Poder deixa no Vazio Neutro ou no Éter, uma imagem vibratória ou energia potencial (destino) que poderá se manifestar no futuro transformando-se em realidade (axé). Aquilo que é feito hoje surgirá como real amanhã. Isto, com certeza, é um reflexo do ato mágico do Poder Criador que existe em cada um dos seres humanos. Mas este poder é privilégio dos seres humanos e não dos animais, vegetais ou minerais. Os animais, vegetais e minerais possuem Poder Vibratório Essencial, mas somente o ser humano possui além do Poder Vibratório Essencial oriundo da Criação, de forma latente, as faculdades mágicas herdadas de Deus (apenas centelhas), tais como a percepção, a sabedoria, o amor, a inteligência, a consciência, a razão e a fé. Por isto ele é a imagem e semelhança de Deus. O ser humano está no centro da Criação. Tudo que existe no universo conspira para lhe fornecer meios e condições de evolução. Não é o animal que tem que evoluir as faculdades mágicas que estabelecem a diferença entre espírito encarnado e as demais criações do universo. É o ser humano (espírito encarnado), ou seja, nós.
Após a manifestação da Existência (Iwa, Aba e o Vazio Neutro), houve um momento na eternidade onde houve a polarização do Princípio Uno que se tornou dual. A polarização deu formação a um Par Vibratório e, o que era Essência imanifesta, manifestou-se e então passou a Existir, isto é, a bipolarização da Essência (Aba) gerou o Axé (a Essência Anímica). Foi a esta Substância que a Coletividade das Divinas Potências (Essência Imanifesta), através da potencialização de suas vontades, de seus poderes, proporcionaram os movimentos ordenados, diferenciando-a e imprimindo-lhe ciclos e ritmos (axé). Foram estes ciclos e ritmos que deram formação à energia bipolarizada ou aos dois pólos: Energia Positiva e Energia Negativa.
Portanto, o Poder (Iwa) da Coletividade das Divinas Potências (Orixás Virginais) aplicado no Poder da Substância Etérica Indiferenciada (Aba) gerou o Universo Astral, o Éter (O Poder do Axé).
Segundo o Mestre Rivas Neto, “o Poder Volitivo dos Orixás (os 7 Orixás Virginais), é vibração luminosa, sonora, que se movimenta em ciclos e ritmos em quantidades de Poder como a percepção, a inteligência, a sabedoria, a vontade e o amor que, aplicados na Substância Etérica, gerou o Universo Astral, concretizado na cosmogênese do Big Bang, que naquele instante da explosão gerou a Luz, o Som e o Movimento.”
A Energia Bipolarizada transformou-se em Energia Mental Positiva (+) e Energia Mental Negativa (-), que gerou a Energia Astral.
Entendemos, pois de forma bem primária, que Deus criou o Princípio Espiritual Uno, e este Princípio, através das Divinas Potências, criou o Cosmos, segundo a Vontade de Deus.
Foi por causa da bipolarização da Substância Espiritual que foi criado o Universo Dual. Quando a Substância Espiritual, de Poder Ativo, desceu e chocou-se com a Energia Material Passiva, aconteceu uma explosão gigantesca (Big Bang), e tudo que nós entendemos que existe (inclusive os espíritos causadores da descida), “aconteceu” no nosso Universo partindo daquela explosão.
O nosso ponto de vista é de que, em virtude da ação e reação das forças centrífugas e centrípetas da energia massa e da “energia espiritual”, quanto mais os espíritos fracionados se aproximavam da energia massa atraídos por ela por terem enfraquecido com a bi-polarização, mais aumentava o poder gravitacional da energia massa que se comprimia cada vez mais atingindo níveis jamais imagináveis pelo ser humano. No instante em que se chocaram aconteceu a explosão.
Portanto, nós (espíritos encarnados) viemos do mesmo lugar, fomos feitos do mesmo material, nosso corpo tem a mesma estrutura (atômica) e possuímos a mesma energia, força e poder que todas as coisas do Universo. O “algo mais” que nos permite esta reflexão é tão somente o fato de sermos os mesmos espíritos que provocaram a explosão, e que, diferente das outras coisas do Universo, e por sermos herdeiros do “Dono Absoluto” do Tudo e do Nada, recebemos Dele o beneplácito do Seu Amor Divino, e estamos no caminho de volta ao lugar que Ele nos dedicou por amor.
A vida começou no Universo, porque o Espírito Puro, que é um Par Vibratório, um dia se fracionou e aconteceu a “queda”, quando entrou em contato com a Substância Etérica Indiferenciada.
Houve então a necessidade de um Plano de Ação, que se chamou de Ordenação, para que a Substância Etérica Caótica um vez ordenada, desse condições de que o Par que desceu separado pudesse voltar unido para o seu Lócus Original.
Então, Kárma, Destino, Livre Arbítrio, Rituais, Poder, Luz, Som, Movimento, Tempo, Magia, Ciências Físicas e Ciências Ocultas, todos aliados à vivência no novo universo (universo astral) dos Poderes Volitivos dos Espíritos Puros, formaram ou constituíram um caminho que se chamou Kárma Constituído.
É este caminho que constitui a Coluna Vertebral da Umbanda chamado “Caminho do Poder”.
  

sábado, 19 de julho de 2014

Item 10 – OS ELEBARAS NA UMBANDA (Parte 12)

QUIMBANDA (EXU/POMBAGIRA)
(AXIRÔS/ELEBARAS)
Por: Brasão de Freitas
Parte 12 – PERFIL GERAL DE EXU

ELEBARA VISTO PELA CORRENTE POPULAR

Exu e Pombagira
(7 Graus Chácras)

PRERFIL GERAL DE EXU E POMBA GIRA
Elebara, para a Umbanda é muito mais do que apenas entidades que incorporam para descarregar o médium.
É certo que existem muitos graus de entendimento nas diversas correntes da Umbanda que vão desde os mais primitivos que vêm em Exu uma figura potencialmente má, negativa, violenta e volúvel até mesmo para os que sabem e cultuam Exu como Senhor do Axé, o Agente Mágico e Universal, e, passando por aqueles grupos que classificam Exu como “batizados, pagãos, etc. “.
A verdade é que a Umbanda, pela sua característica evolucionista e aberta, em sua grande maioria considera Exu (E Pomba Gira), como entidade, os seres espirituais mais próximos do ser humano, vivendo no dia-a-dia, as mazelas e conquistas dos seres encarnados.
Graças à força de correntes mais evoluídas, Exu vem se constituindo no verdadeiro Agente Cósmico do Mundo Material que tem poder de realização e transformação.

Exu (Revista Planeta)
PERFIL POPULAR DE EXU
Para a grande maioria da Corrente Popular de Umbanda, aquele que mais próximo está da grande massa humana, o Exu (E Pomba Gira) é uma Entidade-Divindade que, enquanto Entidade possui um incontrolável senso de humor ao mesmo tempo em que um severo senso de justiça. Pode ajudar na vida material, mas pode tirar na vida espiritual. Pode descarregar, mas também pode carregar.
Por isto, Exu começa a ser visto com mais respeito, sem temor, mas como aquele que é friamente justo na prática do bem e do mal.
Para os Umbandistas, “Exu faz o mal” na cabeça das pessoas más. Qualquer desvirtuação nas manifestações das Entidades-Exu, não passam de meras manifestações dos egos das pessoas que permitem tais manifestações.
Fica bem claro para os Umbandistas esclarecidos (a grande maioria graças aos Orixás.), que existem entidades trevosas do mais baixo astral, mas que não são as entidades do culto Umbandístico. Na Umbanda existem os Guardiões e suas falanges, que trabalham assessorando os Espíritos Guias e Protetores dos médiuns.
Por este motivo, Exu, o Guardião, é de suma importância na vida do médium, pois ele é responsável pela própria vida material do médium a que está atrelado como Guardião.
A importância de Exu nos rituais de Umbanda está na segurança que ele dá a todos os trabalhos e à própria religião. Para melhor ilustrar esta segurança assim exemplificaremos:
O plano físico é o Congá, onde estão os axés (Forças Cósmicas assentadas) e a quartinha do médium (ligação espiritual).
Em Baixo, na terra, está assentado Exu, o guardião com todos os seus poderes. O Guardião protege o Congá da investida dos que estão a Baixo do plano do Guardião, ou seja, estão a Baixo do Embaixo. Este Guardião tem entidades assentadas à sua direita e à sua esquerda. As regiões que estão “à Baixo” do “Embaixo” são as regiões dos Quiúmbas, larvas, etc., que não trabalham na Lei do Kárma.
A região inferior ao Embaixo é o POÇO DAS TREVAS, ABISMO, etc., ou outra denominação que se queira dar. Esta é a região conhecida como TREVAS, INFERNO, FIM DO POÇO, etc. Nelas vivem os seres animalizados, totalmente desligados da luz.
Acima do Congá está a região dos espíritos em ascensão e acima deles está o reino dos Espíritos Puros.
É claro que o que acima expusemos é uma “ligeira síntese” apenas para facilitar o entendimento do Perfil das entidades que trabalham Abaixo do Peji ou Abaixo do Plano Físico, na “Região de Penumbra” da luz para as Trevas.

Como diz o OGBE MEJI: “Orunmilá diz que as coisas devem ser feitas pouco a pouco: Eu digo; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do preá; é pedaço por pedaço que se come a cabeça do peixe.”

sábado, 12 de julho de 2014

Item 4 - CULTURA UMBANDISTA

ORIXÁS II: YANSAN visão Popular
PERFÍS DOS ORIXÁS: YANSAN 2
VISÃO DO GRUPO POPULAR


Yansan

(Nelson Boeira Faedrich)

PERFIL GERAL DE YANSAN
Existe uma força no universo que promove a alegria d viver, a coragem de viver, a competência para enfrentar o desconhecido, o invisível, a perturbação psicológica ocasionada por manifestações exteriores ou do outro mundo.
É uma força que pode ser ao mesmo tempo leve e calma como a brisa ou devastadora e violenta como o vendaval.
Para a Umbanda, Yansan é felicidade de viver bem ou reviver através de reviravoltas completas, a imagem da mulher que é feliz, extrovertida, agressiva nas atitudes ao mesmo tempo em que é coquete nas reações.
É a agressividade de quem sabe defender o que tem e amorosa para retribuir a quem lhe quer bem.
Assim pode ser considerada expansiva no amor e em qualquer outro momento de alegria.
Apesar de ser uma força feminina, é uma força que atua tanto no homem como na mulher, pois o poder desta força está diretamente ligado ao sentido da agressividade do sentimento de bem viver.

PERFIL POPULAR
Na Umbanda, de um modo geral, Yansan é a Senhora dos Ventos e das Tempestades e aquela que tem o poder de controlar os Eguns, inclusive uma de suas manifestações que é Yansan de Balê, também conhecida como Adé Igbalé ou ainda Alakoko, é responsável pelo encaminhamento dos eguns logo após a morte.
Para a Corrente Popular da Umbanda é a força que manipula as energias que alimentam a resistência para vencer as dificuldades da vida e incompreensão.
Sua força branida aos ventos, assim como sua espada, arrastam e destroem as coisas superficiais da vida, os sentimentos francos e inconseqüentes como o amor inconstante e inseguro, deixando à mostra os valores reais, felizes e alegres da vida.
É ao mesmo tempo o “Vendaval das Paixões” e a “Brisa do Amor Puro”.
Dá seus filhos as características de amantes vaidosos, valentes guerreiros, possessivos em seus domínios, agressivos no empenho de suas tarefas, e são fiéis a seus ideais.
Buscar o destaque como prêmio por suas conquistas é qualidade intrínseca dos filhos e filhas de Yansan.
Junte a este perfil, as características gerais de Yansan já mostradas anteriormente e terá uma projeção de comportamento dos filhos deste Orixá.

DADOS RITUALÍSTICOS
          Cor: Rosa Coral ou rosa choque
          Número: 3 (o mesmo de Xangô)
          Metal: Bronze
          Elemento: Fogo
          Domínio: Ventos e tempestades.
          Colares: Miçangas rosa choque ou coral
          Apetrechos: Espada, Iruexim, Leque.
          Assentamento: Otá de pedra marrom ou coral
          Dia consagrado: 4ª Feira
          Saudação: Epahei!
          Toque: Barravento de Umbanda
          Qualidade do axé: Preto
          Veste ritualística: Diadema ou Fita Rosa choque
          Flor sagrada: Flor de coral ou rosa.

OBSERVAÇÃO:
As fotos e figuras usadas neste blog foram copiadas da Web e dado o devido crédito a quem as postou ou ao autor da foto ou obra. Pedimos desculpas aos autores que não conseguimos identificar. Caso os autores desejem ser indicados, teremos a honra de citá-los neste blog, desde que nos comuniquem e comprovem (A comprovação se faz necessária para a devida proteção do verdadeiro autor). Desde já meus agradecimentos e Axé de Zambi para todos nós.

sábado, 5 de julho de 2014

Item 7 – OS RITUAIS NA UMBANDA – 14 - Sacudimento

RITUAL E CAMARINHAS
Por: Brasão de Freitas

RITUAL DE SACUDIMENTO
Sacudimento com ervas

(babalaô Adriano Camargo-rodrigocamargo.wordpress.com)

Fundamento de Origem e Magia
Este é um ritual que demanda muito poder pois a sua atuação interfere de forma decisiva na vida das pessoas.
Por esta razão, seu uso acaba sendo muito restrito e só pode ser executado por alguém que tenha assentamentos e grau sacerdotal de alto nível, tal os riscos derivados do mau uso do ritual.
O Sacudimento é também conhecido como Bate-Folhas, embora não seja feito exclusivamente com folhas. Sua função é destacar (Desagregar) do corpo (Aura) energias diversas negativas ou positivas. No uso de ervas, o ritual prevê a batida das folhas por toda a superfície do corpo como se estivesse “espanando” a sujeira do corpo. Outros elementos usados como por exemplo a carne de animais abatidos são usados como  elementos com força de atração que ao passar pelo corpo, atrai para si as energias correspondentes que se grudam no corpo.
Todo o processo do “bate folhas” é executado com o solicitante dentro de um ponto Kabalístico (Ponto este especialmente desenvolvido pelas Entidades Espirituais para uso exclusivo neste ritual) que funciona como portal de comunicação entre Planos Vibratórios (Densos e Espirituais).
O mais comum é que este ritual seja executado nas dependências de um Templo Umbandista onde os assentamentos de defesa estejam devidamente “ativados” principalmente para segurança de todos os participantes ou presentes.
Este tipo de ritual também costuma ser aplicado em residências ou estabelecimentos comerciais.

O Ritual (Síntese)
A Cerimônia básica deste Ritual consiste em: Preparação que envolve desde a preparação material e espiritual do local (Caso não seja no Templo) assentamento do Templo (Quando é feito no Templo), a limpeza material e espiritual do Templo, escolha de sambas ou ajudantes, organização e conferência de todos os materiais ritualísticos; Abertura, início com rezas e orações de abertura, Banho de descarrego; a Realização Cerimonial, que constitui no “Bate Folhas” com cânticos específicos, ficando o paciente dentro de um ponto cabalístico riscado no chão, assentamento de Anjo da Guarda e bate cabeça; Encerramento, Fechamento espiritual pontos específicos com ritual.